Depoimento sobre Leitura e Escrita
Ainda me lembro do primeiro dia
quando comecei a ler meu primeiro livro. Eu tinha quatorze anos e estava com o
livro denominado “O Seminarista”, em minhas mãos, em que o autor era Bernardo
Guimarães. Nunca mais o esqueci. Creio que foi desse dia em diante me
interessei pela leitura, e já gostava de escrever e da disciplina de português.
Na escola entendia muito bem a disciplina de português, gostava dos
professores, no entanto, na matemática o recíproco não era verdadeiro. Hoje,
sei que não tinha tanta dificuldade, mas os professores eram autoritários e não
se importavam com os alunos que apresentavam alguma dificuldade. A escola em
que estudava era muito seletiva. Minha mãe fazia questão de me matricular em
uma escola particular, onde a clientela era melhor (visão de mamãe).
Sendo assim, cresci com boas informações, com atitudes e valores condizentes
para fazer parte da sociedade. Não posso dizer que o ensino que recebi não teve
suas falhas. Ele teve sim, muito, porém tive professores ótimos nas disciplinas
de humanas que até hoje são importantes na minha vida.
Resumindo um pouco minha trajetória, escolhi depois de casada, fazer a
faculdade de letras e pedagogia. Pena que foi um pouco tarde deveria ter feito
muito antes, mas nem tudo é perfeito. Ingressei no magistério, comecei a
trabalhar no exercício da docência, e, em 2009, comecei a fazer mestrado na
área de educação escolar.
Neste período li muito, precisei aprender a escrever com mais autoridade e
propriedade. Aprendi a produzir parágrafos coesos e coerentes, nesse período
fiz vários cursos para melhorar o processo de ensino e aprendizagem em sala de
aula, inclusive, planejar atividades com um contexto relacionado com as
necessidades de meus alunos.
Muito bem, logo depois que terminei meu mestrado, percebi a necessidade de
escrever em/para um jornal local. Foi assim, que iniciei como escritora do
jornal semanal de minha cidade, onde exponho minhas ideias e pensamentos.
Nesse sentido, encontrei um Primeiros
passos como escritora: uma forma de estar no mundo a forma de
contribuir com a sociedade escrevendo artigos opinativos sobre alguns temas polêmicos,
inclusive, redigindo textos informativos sobre o tema que escolhi para a
dissertação de mestrado que é a “Educação Especial”.
Portanto, acredito que o ato de escrever, ou a escrita que realizamos
diariamente é a expressão de nossos sentimentos e da necessidade que sentimos
de estarmos no mundo. Por isso, para que minha existência no mundo seja plena
eu escrevo, e gosto quando as pessoas chegam até mim, falando bem das ideias
que pude semear em cada palavra escrita de meu texto.
Maria Rita Cotillo Pazini

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